PATRIMÓNIO RELIGIOSO E ARTÍSTICO
A composição actual do concelho da Póvoa de Varzim é muito recente, pois formou-se no século XIX (entre 1836 e 1855). Podemos tentar ter uma visão cronológica dos principais edifícios que compreende, mas tendo sempre em atenção que as freguesias pertencerem a outros concelhos, nomeadamente Vila do Conde e Barcelos.
Estilo Românico (Séc. XI - XIII)
· Igreja de Rates
· Vestígios da antiga igreja matriz da Póvoa
Estilo Gótico (Séc. XII - XV)
· Vestígios na Igreja de Argivai
· Imagem de Nª Sª do Varzim
· Imagens de S. Tiago e S. Telmo
· Vestígios da antiga igreja matriz da Póvoa
Estilo Manuelino e Renascentista (Séc. XV - XVI)
· Nª Sª das Candeias de Terroso
· Nª Sª do Rosário de Amorim
Estilo Barroco (Séc. XVII – XVIII)
· Igreja Matriz da Póvoa de Varzim
· Igreja de Santiago de Amorim
Estilo Neoclássico (Final do Séc. XVIII)
· Edifícios civis e religiosos da Póvoa de Varzim
· Câmara Municipal da P.V.
Ecletismos e Revivalismo (2ª met. séc. XIX)
Com o aumento da emigração e a melhoria da situação política quase todas as igrejas são renovadas a partir da 2ª metade do séc. XIX.
Devido ao aumento populacional, à emigração, à divisão de freguesias, etc: ampliam-se antigas capelas e constroem-se igrejas.
· Igreja de Beiriz
· Igreja de Navais
· Igreja de Aguçadoura
· Igreja de Balazar
· Capela de Nª Sª das Dores
· Igreja do Sagrado Coração de Jesus
· Capela de S. Roque
· Igreja da Misericórdia
Estilo Neo-Românico (início do séc. XIX)
· Igreja nova de Amorim
· Nova fachada da Capela de Nª Sª da Saúde (1907)
· Igreja de S. José
A Cividade de Terroso, conhecida na Idade Média como “ Montis Teroso “, foi erigida no topo do monte da Cividade, na freguesia de Terroso, na Póvoa de Varzim, a menos de 5 km da costa, no limite nascente da cidade contemporânea.
A Cividade de Terroso é uma das mais significativas estações arqueológicas da Cultura Castreja do Noroeste Peninsular.
Ocupada desde o séc. IX a.C. até ao séc. III - IV d.C. é um local de fundamental interesse para o estudo do povoamento desta região.
Situada no coração da região castreja, a Cividade prosperou devido a estar fortemente protegida e pela sua localização próxima ao mar que possibilitava o comércio com as civilizações do mar Mediterrâneo.
Rocha Peixoto realizou os primeiros trabalhos arqueológicosna Cividade (1906-1907) e os vestígios encontrados revelaram a importância histórica do local que, depois da sua morte, ficou entregue ao abandono e somente em 1980 foram retomadas as escavações em Terroso. O reinício dos trabalhos foi levado a cabo pelo Prof. Dr. Armando Coelho F. da Silva e continuados pelo Dr. José Manuel Flores Gomes, do Gabinete Municipal de Arqueologia da Póvoa de Varzim.
Após anos de trabalho é possível definir o horizonte da ocupação e povoamento da Cividade permitindo alguma compreensão sobre as suas origens e abandono. O início da ocupação ter-se-á dado nos finais da Idade do Bronze e prolongou-se até à Romanização, estando bem patentes nas estruturas postas a descoberto e no espólio obtido na Cividade, todas as fases desta longa presença.
Estes trabalhos arqueológicos e os de conservação e de limpeza da estação são apoiados anualmente pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. Os resultados destas pesquisas encontram-se expostos no Núcleo de Arqueologia do Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim.
Actualmente encontra-se em preparação um plano global de recuperação, escavação e restauro da Cividade de Terroso que a tornará seguramente, numa das mais importantes estações arqueológicas visitáveis, deste período, no Noroeste Peninsular. Este projecto conta com o apoio e empenho da Câmara Municipal da Povoa de Varzim e da Junta de Freguesia de Terroso.
O referido plano passará pela criação de uma estrutura de apoio às escavações e aos visitantes da Cividade, arranjo paisagístico, restauro e conservação das estruturas, estudo do percurso de visita, quadros explicativos e orientações, identificação de espécies botânicas autóctones, localização de outras estações arqueológicas na região visíveis a partir da Cividade e, naturalmente, o alargamento da área escavada e a continuação de cuidadas escavações estratigráficas que nos permitirão o estudo e interpretação desta importante estação arqueológica.